Tente negociar um acordo com alguém que você acredita ser literalmente o diabo. Não tem como.
O episódio acompanha como essa ideia saiu da teologia medieval e chegou à política de hoje. Começa no Novo Testamento, na expressão “sinagoga de Satanás”, passa pelas Cruzadas, onde a lógica demoníaca transformou vizinhos em inimigos de Deus a serem fisicamente eliminados, e chega ao nazismo. Hitler escreveu no Mein Kampf que o judeu havia assumido “a forma viva do Diabo” e que combatê-lo seria “realizar a obra de Deus”. O extermínio deixou de ser política. Virou missão divina.
Hoje a mesma estrutura chegou à política do Oriente Médio. Quando o adversário é mal absoluto, a diplomacia deixa de fazer sentido por definição.
Capítulo 2 do Atlas Decodificando o Antissemitismo, da CONIB.
Episódio produzido com inteligência artificial e revisão editorial da CONIB.

