Como um grupo virou explicação universal para crises. Os reis medievais que usavam judeus como cobradores de impostos e depois os entregavam à fúria popular. A contradição de acusar o mesmo grupo de dominar os bancos e de querer implodir o sistema. E o paradoxo de Hannah Arendt: o mito do controle global explodiu justamente quando esse grupo já não tinha influência nenhuma, e a ausência de poder virou prova de que o poder era secreto.
Fecha com uma pergunta: enquanto a sociedade caça um governo nas sombras imaginário, quem se beneficia de não ter o poder real auditado?
Capítulo 13 do Atlas Decodificando o Antissemitismo, da CONIB.

